Há 178 anos, nascia o escritor Machado de Assis


Em 21 de junho de 1839, nasce no Morro do Livramento – Rio de Janeiro –, Joaquim Maria Machado de Assis uma das maiores expressões literárias do Brasil.

Ele nunca foi para universidade, mal frequentou a escola. Mas, embora com pouco estudo formal, foi um gênio que testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império. E foi com maestria que relatou, por meio de seus textos, os eventos políticos e sociais da época.

Boêmio e apaixonado pelo ambiente da Corte Machado de Assis percebeu cedo que podia subir socialmente, caso demonstrasse algum diferencial entre os intelectuais.

Para tanto, não mediu esforços e se dedicou a escrever praticamente todos os gêneros literários: poesia, romance, cronicas, contos. E rapidamente virou dramaturgo, crítico literário, contista e jornalista. Seu trabalho foi o trampolim para uma mudança total de vida e de status.

E foi assim que o filho da lavadeira Maria Leopoldina da Câmara Machado e do pintor de paredes Francisco José de Assis deixou de ser apenas o Joaquim Maria para ficar conhecido como Machado de Assis; o fundador da Academia Brasileira de Letras e o primeiro presidente da Academia. Eleito, diga-se de passagem, por unanimidade.

Sua extensa obra soma nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas. Todo esse arsenal foi e é fundamental para a compreensão das escolas literárias brasileiras dos séculos dezenove e vinte e influenciou outros grandes autores como: Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade…

Os biógrafos afirmam que, no Brasil, Machado de Assis alcançou em vida fama e prestígio. Mas o reconhecimento no exterior veio somente mais tarde. Contudo, apesar de um reconhecimento póstumo, o arrojo e a inovação de sua obra têm alcançado dada vez mais a admiração de estudiosos e críticos do mundo inteiro.

O escritor brasileiro Machado de Assis é considerado o pai do Realismo no Brasil. E atualmente figura na galeria dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908. Mas sua obra continua viva, inspirando e influenciando novas gerações de intérpretes do Brasil.


Fonte: Radioagência Nacional, sob Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Apresentação Carmen Lúcia.

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Há 90 anos, nascia o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna


Em 16 de junho de 1927, nasce em João Pessoa – Paraíba, Ariano Vilar Suassuna – o pai do “Movimento Armorial”.

O filho de Rita de Cássia Vilar Suassuna e de João Suassuna nasceu no Palácio da Redenção, porque o pai, na época, era presidente da Paraíba – um cargo que foi extinto na Constituição de 1937 e que atualmente é ocupado pelo governador do estado.

Um ano depois do nascimento de Ariano Suassuna, o pai deixou o governo e se mudou com a família para o Sertão. E foi na fazenda Acauã que o amor pela cultura nordestina começou a tomar forma e esculpir na alma de Ariano o que viria a ser a pedra fundamental para o “Movimento Armorial”– uma atividade cultural que desabrochou, em 1970, em Recife, com a missão de desenvolver formas e expressões populares tradicionais nordestinas.

Ariano foi muitas coisas. Dramaturgo, poeta, romancista. Formado em Direito foi também professor. Foi ainda secretário de Cultura de Pernambuco, membro da Academia Paraibana de Letras e membro da Academia Pernambucana de Letras.

Ariano Suassuna também se dedicou a prosa de ficção. Foi ensaísta e autor de obras importantes que deram força e forma ao Movimento Armorial e inspiraram outras formas de expressão e arte como: o Auto da Compadecida, O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Engraçado, simpático e irreverente transformou a “improvisação” em sua marca registrada na produção teatral. Na construção também se meteu. Em São José do Belmonte, onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, construiu um santuário ao ar livre, com 16 esculturas de pedra, cada uma com três metro e meio de altura, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano.

Ariano Suassuna fez de tudo um pouco e tudo que fez, fez muito bem-feito. Mas o que Ariano mais fez foi defender a cultura do nordeste brasileiro.

Ariano Suassuna morreu em Recife – Pernambuco, em 23 de julho de 2014.


Fonte: Radioagência Nacional, sob Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil.

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Encontro e lançamentos lembram o centenário de Antonio Callado

O ano de 2017 marca o centenário de Antonio Callado, um dos mais importantes escritores brasileiros da segunda metade do século 20. Nascido em 26 de janeiro de 1917, em Niterói (RJ), Callado foi romancista, dramaturgo e jornalista. Ele deixou uma obra literária que tem como pano de fundo, principalmente, o clima político vivido pelo país nos anos que antecederam e durante o regime militar brasileiro.

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Obras de H.G. Wells e Gertrude Stein passam a ser de domínio público em 2017

As obras de H.G. Wells, Gertrude Stein e do brasileiro Príncipe Pretinho passaram a ser de domínio público a partir de 1º de janeiro, ou seja, podem ser copiadas, reproduzidas e remixadas sem restrições de direitos autorais nem necessidade de pagamento ou autorização. Continue lendo “Obras de H.G. Wells e Gertrude Stein passam a ser de domínio público em 2017”